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Tirar uma Carta

Tirar uma Carta

Tire uma ou mais cartas aleatoriamente de um baralho de 52 cartas. Com ou sem curingas, com ou sem reposição. Perfeito para seus jogos e decisões!

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As cartas de baralho nasceram na China sob a dinastia Tang, no século IX. O registro escrito mais antigo remonta ao ano 868, num texto de Su E que menciona a "princesa Tongchang jogando o jogo das folhas" (yezi xi). Essas primeiras cartas, impressas em papel por meio da xilogravura — técnica que os chineses já dominavam para as cédulas de dinheiro —, apresentavam quatro naipes correspondentes a denominações monetárias: moedas, cordas de moedas, miríades e dezenas de miríades. A ligação entre cartas e dinheiro não era coincidência: jogar cartas era literalmente jogar com dinheiro.

As cartas chegaram à Europa no século XIV por duas vias: as rotas comerciais mediterrâneas e o mundo árabe, através dos mamelucos do Egito. O baralho mameluco mais antigo conservado, descoberto no palácio de Topkapi em Istambul, data de aproximadamente 1400 e apresenta quatro naipes — taças, moedas, espadas e bastões de polo — que inspiraram diretamente os naipes italianos e espanhóis. A primeira menção europeia de cartas de baralho aparece num decreto da cidade de Berna em 1367, proibindo seu uso. Em 1377, o monge Johannes de Rheinfelden redigiu um tratado detalhado descrevendo um baralho de 52 cartas com quatro naipes de 13 cartas cada.

Foi na França, no século XV, que nasceu o sistema de naipes que o mundo inteiro utiliza hoje: copas, ouros, paus e espadas. Essa inovação, atribuída aos fabricantes de cartas de Rouen e Lyon por volta de 1480, simplificou radicalmente a produção. Os naipes franceses, compostos de formas geométricas simples, podiam ser impressos com estêncil em duas cores (vermelho e preto), ao contrário das gravuras complexas e policromadas dos naipes italianos ou alemães. Essa vantagem industrial decisiva permitiu que as cartas francesas se espalhassem pela Inglaterra no século XVI e depois pelo mundo inteiro.

As figuras do baralho francês carregam desde o século XVI os nomes de personagens históricos e lendários. O rei de copas representa Carlos Magno, o rei de espadas o rei Davi, o rei de ouros Júlio César e o rei de paus Alexandre, o Grande. As rainhas encarnam figuras como Judite (copas), Palas Atena (espadas), Raquel (ouros) e Argine — anagrama de "regina" — (paus). Esse sistema, codificado pelo fabricante parisiense Hector de Trois em 1567, sobreviveu às tentativas revolucionárias de 1793-1794 de substituir reis, rainhas e valetes por "Gênios", "Liberdades" e "Igualdades".

A matemática das cartas de baralho fascinou as maiores mentes. Blaise Pascal e Pierre de Fermat fundaram a teoria da probabilidade em 1654 trocando correspondência sobre o "problema dos pontos", uma disputa relacionada a uma partida de cartas interrompida. Em 1765, Euler estudou os "quadrados latinos" inspirando-se nas figuras das cartas. Mais recentemente, em 1992, o matemático Persi Diaconis demonstrou que são necessárias exatamente 7 embaralhadas "riffle shuffle" para aleatorizar perfeitamente um baralho de 52 cartas — um resultado que surpreendeu o mundo do pôquer profissional, onde os crupiês frequentemente embaralhavam apenas 3 ou 4 vezes.

Hoje, o mercado mundial de cartas de baralho representa aproximadamente 2,5 bilhões de dólares por ano. A empresa United States Playing Card Company (USPC), fundada em Cincinnati em 1867, produz as célebres marcas Bicycle e Bee utilizadas na maioria dos cassinos. O pôquer online, popularizado pela vitória de Chris Moneymaker — um contador amador — no World Series of Poker de 2003, provocou um "boom do pôquer" que multiplicou por dez o número de jogadores online entre 2003 e 2006. As cartas de baralho virtuais assim se juntaram às suas ancestrais de papel, fechando um ciclo de mais de mil anos de história.

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